FELIZ ANIVERSÁRIO?!

7 de jul. de 2015

meu cupcake de aniversário - modesto, porém gostoso.

Ontem eu acordei, tomei café, enrolei no computador vendo episódios de Friends, fui pro pilates, fui no cinema, tomei meu banho, fui jantar, voltei pra casa, enrolei no computador e já vou dormir. Teria sido um dia normal como qualquer outro se não fosse por um pequeno detalhe:

Ontem foi meu aniversário de 23 anos.

Tirando uma fase rebelds aos 16 anos, eu sempre curti fazer aniversário. Uma das minhas melhores amigas diz que é pura carência, mas eu amo/sou receber parabéns das pessoas. Sejam estranhos, conhecidos, amigos, família... não importa. Pode ser da boca pra fora ou não (melhor ainda quando não é, né? hehe). Faz um bem danado pro ego saber que tem uma galera que gosta de você e que quer te desejar tudo de bom.

Eu também sou dessas que acha que, quando acordar no dia do aniversário, será uma pessoa melhor, mais evoluída espiritualmente, mais madura... Faço a mesma coisa no ano novo e, como nele, não acordo nem um pouco diferente da maneira que acordei no dia anterior.

Eu sempre acho que grandes datas ou grandes eventos vão me mudar, quando na verdade são experiências e aventuras que eu tenho que tem esse poder.

O dia 06 de julho é uma data normal para muitas pessoas. O fato de eu fazer 2.3 não muda nada na vida de ninguém, como também não muda nada na minha. Quando eu fiz a minha tatuagem, eu achei que logo depois eu ia virar mó lokona, ia sentir algo diferente quando, na verdade, me senti da mesma maneira que quando entrei no estúdio da minha tatuadora.

Fazer aniversário não preenche nenhum vazio na minha vida; o ano novo também não. Os vazios são preenchidos por idas inesperadas a Dallas com a minha melhor amiga francesa quando a passagem está barata; são preenchidos por noites em Miami com um super grupo de amigos; são preenchidos com fins de semana sem fazer nada com o meu namorado, deitado na cama dele e reclamando exatamente de não fazer nada; são preenchidos com conversas de horas via Facetime com a minha melhor amiga, ou então pessoalmente, quando eu vou passar a noite na casa dela, depois de ela me ajudar com um trabalho da faculdade; são preenchidos em conversas com amigos queridos que estão sempre perto de mim não importa o quão longe eu esteja; são preenchidos por noites com a minha antiga roommate amiga tentando aprender os passos de "We're all in this together" do HSM; são preenchidos por amigos da minha mãe e pelo meu padrasto que me levam pra jantar no meu aniversário para eu não passar a data completamente sozinha.

Fazer 1.4, 1.6, 2.1 ou 2.3 acaba não importando. O que importa são as experiências que eu vou agregando em mim em cada um desses anos; as pessoas que eu vou conhecendo e vão me mostrando um mundo de novidades.

Que esse ano não seja diferente <3.

RESPEITE PARA SER RESPEITADO

26 de jun. de 2015

Me pergunto o que leva um ser humano postar um vídeo de um outro ser (humano ou não) sendo aberto no necrotério. Me pergunto também o que leva esse ser humano a compartilhar tal vídeo pelo Whatsapp e o que leva as outras pessoas a compartilharem esse vídeo com amigos, familiares, pelo Facebook, pela Internet. Sério, o que leva essas pessoas a agirem de uma maneira tão sem coração?

O Christiano Araujo era famoso para uma metade de brasileiros. Para a outra metade, ele era um desconhecido. Independentemente do que ele fosse, antes de qualquer coisa, ele era um ser - ser esse que merecia ser respeitado seja na vida ou na morte. As pessoas, no entanto, fizeram o oposto disso. Tiraram foto do seu corpo sendo transportado para a ambulância, gravaram ele em seu estado mais vulnerável, tiraram foto do seu rosto já no caixão. 

Eu entendo que quando o assunto é alguém famoso, nós temos a tendência a deixar a razão de lado. Eu mesma sou culpada de fazer isso várias vezes. Agora, tudo na vida tem um limite. O Christiano era um ser humano como eu e você. Ele também sentia dores de barriga, também já deve ter ficado de ressaca depois de beber muito, também já fez merda que deve ter se arrependido depois... Botamos celebridades em pedestais e as vezes esquecemos que eles são humanos como nós - e da mesma maneira que você gosta de ser respeitado, eles também gostam.

Hoje em dia, estamos muito egoístas. Não pensamos mais na consequência que as nossas atitudes podem ter nos outros. Me pergunto, e se fizessem isso com você? E se a sua família visse um vídeo de você no necrotério? Como você acha que eles se sentiriam? Se você ainda estivesse vivo e pudesse falar alguma coisa, como você se sentiria? "Ah, mas eu não sou importante..." Para as pessoas que te amam, você é. Me recuso a pensar que por mais deplorável a pessoa que tenha tirado as fotos e gravado o vídeo seja, não tem ninguém que choraria no seu funeral ou lamentaria sua morte.

Se bote no lugar do outro. Esqueça o cantor Christiano Araujo e foque na pessoa Christiano Araujo. Se bote no lugar da mãe que perdeu um filho muito cedo. Se bote no lugar de uma família que perdeu a filha. Se bote no lugar de milhares de pessoas que choram por alguém que elas gostavam muito. Se bote no lugar dessas pessoas e pare. Reflita sobre suas ações. Aja contra elas e vire um ser humano melhor. Espalhe amor ao invés de ódio. Espalhe amor ao invés de egoísmo. 

Respeite a vida, o falecido e os vivos. Respeite para ser respeitado.

O BREGA E A INDIVIDUALIDADE

8 de jun. de 2015

Me disseram hoje que eu sou brega. 

Não foi uma coisa só do tipo "ah, você é brega". Não. Foram vários parágrafos detalhando exatamente o como eu sou brega e aonde eu posso "melhorar". Me foi dito que a maneira com a qual eu estou me vestindo agora é "pobre e suburbano" (?) e que eu poderia ser mais patricinha, como eu já fui. Tudo isso por conta das roupas meio anos 70 (que estão na moda, diga-se de passagem) e anos 90 que eu uso. Na verdade, tudo isso começou por conta do meu look pro Governor's Ball.


Mom's jeans, colete, blusa normal, sandália meio gladiator, gargantilha (ou coleira, como você quiser chamar), piercing (é fake, gente) e óculos de sol espelhado. Eu particularmente amei o meu look e a única coisa que eu mudaria nele seria acrescentar o meu chapéu preto (#basicbitch) que eu não pude usar por conta do vento. Eu estou numa fase as vezes meio hippie, as vezes dando umas voltas no grunge dos anos 90. E, me respondam, o que é que tem de errado nisso?

Se a cada temporada, as passarelas nos presenteiam com novos estilos, novas roupas, novas tendências, o que é que tem de errado a gente pegar inspiração nisso e a cada hora mudar um pouco? Moda é arte e arte nem sempre tem que ser levada a sério. Hoje em dia tudo tem que ter um motivo por trás, tudo tem que ter uma explicação divina e todo mundo acha que tudo tem que ser moldado de acordo com o seu gosto. Me desculpa, mas eu me recuso a ser completamente moldada ao gosto alheio.

Se a moda está sempre mudando, por que eu também não? Moda pra mim tem a ver com estado de espírito. Se eu acordar e estiver afim de me vestir "mais patricinha," beleza - vou me vestir assim. Se eu quiser me vestir mais grunge, o mesmo. Gosto de experimentar diferentes estilos, de passar por diferentes tribos e amo/sou me vestir para mim mesma! 

O ser humano tem que pitacar sobre tudo. Tudo bem, faz parte da nossa natureza. Eu faço, você faz, eles fazem... Eu entendo. Agora, a partir do momento que você quer que o outro seja que nem o que você acha que ele tem que ser, uma linha é cruzada que não deveria ser. Cada um tem que ser do jeito que quiser, se expressar do jeito que achar mais conveniente e se alguém não gostou, o problema é dessa pessoa (isso sem contar que essa história é de uma futilidade sem fim).

Vale lembra: gosto é que nem bunda e cada um tem a sua. 

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