desabafo

SOBRE SENTIR VERGONHA NACIONAL

7 de set. de 2019

SOBRE SENTIR VERGONHA NACIONAL

7 de set. de 2019



Eu nunca tive vergonha de ser brasileira.

Pelo contrário. Cresci escutando da minha mãe o quanto ela tinha vergonha do país dela, por conta de toda a roubalheira e corrupção que faz parte do nosso DNA - o famoso “jeitinho brasileiro”. Jeitinho esse que eh amava dizer que tinha, pois, apesar do mesmo ser relacionado com a malandragem do brasileiro, para mim, esse traço nosso dizia respeito ao fato de sermos um povo acolhedor com o outro; de termos sempre um tempo e um dinheiro sobrando pra tomar uma gelada no bar depois do trabalho; de nos satisfazermos com pouco; de termos um sorriso no rosto independente dos percalços que a vida trás.

POR ONDE COMEÇAR?

21 de jul. de 2018

POR ONDE COMEÇAR?

21 de jul. de 2018



Em março, eu fiz um post no blog falando exatamente sobre começar do zero e como isso é uma coisa que eu constantemente gosto de fazer, afinal, é sempre bom se renovar e mudar algumas coisas que não estão mais funcionando, e parar pra refletir sobre a nossa vida e a nossa verdade do momento.

O que eu não sabia naquela época era o quão literal o meu "empezar desde cero" realmente seria.

EMPEZAR DESDE CERO.

6 de mar. de 2018

EMPEZAR DESDE CERO.

6 de mar. de 2018


Eu tenho blog desde quando tinha por volta de uns 11/12 anos e, por mais que hoje em dia a hype seja outra e essa plataforma esteja meio morta respirando com auxílio de aparelhos, esse espaço ainda é um que eu possa bater no peito e falar que é meu. Sim, porque ninguém pouca gente faz vídeos no Youtube pra si mesmo e muito menos pessoas postam diariamente no Instagram porque realmente acharam a foto bonita e queriam compartilhar ela. Não, não: em plena época de adworks, SEO, adsense, compra de likes, compra de seguidores e etc, os meios sociais viraram profissões de responsa (daquelas que pagam as contas do final do mês e fazem você ser reconhecida na rua). Nada que postamos é pra gente – é tudo pro outro, seja ele o seu seguidor fantasma ou então a marca que patrocinou o último post.

Mas com o blog, isso é diferente.

YOU COULD RATTLE THE STARS, IF ONLY YOU DARED

12 de set. de 2017

YOU COULD RATTLE THE STARS, IF ONLY YOU DARED

12 de set. de 2017


A vida é feita de escolhas.

A partir do momento que crescemos e “viramos adultos” (coisa que ainda não consegui entender 100% o que era: pagar suas próprias contas? Ter um emprego sólido? Não assistir mais desenhos durante as manhãs de sábado?), ninguém mais pode fazer as nossas escolhas pela gente. Se antes nossos pais diziam que roupa a gente podia (ou não) usar, quais eventos a gente tinha que ir ou que tipo de amigos deveriamos fazer, agora essa decisão é somente nossa. O que quer dizer que, no final, a única pessoa que vai ter que realmente lidar com a consequência dos seus atos é você mesmo. Sim, tais consequências podem acabar “respingando” nas outras pessoas, mas não há como negar que a maior pessoa afetada será aquela que causou elas para início de conversa.

Eu nunca soube lidar bem com escolhas.

A HANNAH BAKER EM MIM

6 de abr. de 2017

A HANNAH BAKER EM MIM

6 de abr. de 2017



Ontem a noite eu terminei de ver "13 Reasons Why", a série nova do Netflix que tá todo mundo comentando, e chorei que nem uma criança. A série conta a história de uma adolescente de 17 anos que se suicidou e o que a levou a cometer esse ato. Isso pode não ser novidade para quem me conhece e sabe que eu sou uma manteiga derretida (principalmente quando estou na TPM, como agora rs), mas a verdade é que não foi só o final que me deixou arrasada.

Eu já fui uma Hannah Baker.

WE DON'T TALK ANYMORE - UMA HISTÓRIA

1 de mar. de 2017

WE DON'T TALK ANYMORE - UMA HISTÓRIA

1 de mar. de 2017


Era uma vez duas meninas que eram melhores amigas. Elas se conheceram no curso de inglês quando tinham 13 anos e desde então nunca mais se separaram. Na verdade, elas eram tão grudadas que dividiam tudo: aulas, gostos, crushes, sonhos (as duas queriam cursar direito na faculdade), amigos e até o mesmo nome. Carolina.

Até que um dia, o impensável aconteceu e uma das Carolinas – vamos chamar aqui de Carol 2 – resolveu se mudar para os Estados Unidos. Tudo aconteceu tão rápido que nenhuma das duas conseguiu digerir direito a situação e quando viram, os encontros que eram diários passaram a ser apenas pelo MSN e pelo telefone. Isso aconteceu em dezembro de 2006, no dia seguinte a formatura da oitava série delas.

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