E o thanksgiving passou, aquele dia maravilhoso de poder agradecer por tudo de bom que acontece na sua vida. As coisas ruins a gente não agradece, né? Sei lá, acho isso meio errado. Eu sou grata por tudo que acontece comigo... pelo menos tento ser. Até as coisas ruins, porque querendo ou não elas me ajudam a me tornar uma pessoa melhor. Não é como se eu tivesse passado por vários perrengues na minha vida, mas nesse dia de reflexão é sempre bom lembrarmos que, se não fossem pelas coisas ruins pelas quais passamos, não saberíamos dar valor pelas coisas boas.
Eu escuto mil vozes dentro da minha cabeça.
Eu não sou louca — pelo menos, eu acho que não. Eu gosto de pensar que eu sofro da síndrome do escritor. Eu não pesquisei isso na internet, então não sei se isso existe de verdade. Na verdade, "criei" essa síndrome durante o banho, enquanto dava espaço para mais uma dessa vozes tomar conta de mim e reproduzir diálogos imagináveis enquanto a água caía sobre minha pele.
Para mim, a síndrome do escritor é quando o escritor se vê obrigado a lidar com essas vozes na cabeça dele; esses personagens. São vários personagens que ficam se atropelando, querendo ter as vozes deles escutadas de qualquer jeito. Aí o escritor, coitado, se vê obrigado a sentar por horas na frente do computador e tentar passar para um documento do Word tudo que o personagem está disposto a contar: todos os diálogos, todas as aventuras as quais ele passou, todos os romances... Tudo isso para, no final do dia, ver se essa voz dá algum descanso para ele.
Isso acontece frequentemente comigo. É por causa dessas vozes que ficam se atropelando que eu nunca consigo terminar uma história. Elas falam, falam, falam e, de repente, se calam. Somem por algumas horas ou alguns dias. As vezes, nunca mais voltam. De repente, quando você menos esperar, uma outra voz vai surgir querendo contar a história dela. Foi assim com a Loiane, com a Magda, com a Rosie e com uma outra personagem cuja sumiço tem tanto tempo que eu nem lembro mais o nome dela.
Eu não sou louca, eu apenas tenho uma imaginação fértil demais para o meu próprio bem.
Algumas semanas atrás, em um domingo qualquer, estreiou na ABC a série Quantico. Série essa que já me deixou louca e obcecada e já virou a minha queridinha. Dêem uma olhada nessa previa de oito minutos do primeiro capítulo para vocês terem uma noção o porque de tanto amor.
Para quem não está afim de ver o vídeo, não está com tempo, ou quer apenas um resumo rápido sobre a história, aqui está: a série é passada entre o passado e presente/futuro graças a vários flashbacks que rolam nos episódios. A personagem principal se chama Alex Parrish e ela, assim como um bando de gente que vamos conhecendo no primeiro episódio, é uma recruta do FBI. No presente/futuro, vimos que ela conseguiu sim virar uma agente, porém ela agora está sendo acusada de ser terrorista. Vemos logo no primeiro episódio que não, ela não plantou a bomba. Mas então quem fez isso e por que estão tentando culpa-la?
Gente, é tipo um Pretty Little Liars para os adultos.
A série ainda está no quarto episódio da primeira temporada, então dá tempo de você começar a ver-la e não se sentir sobrecarregado/a com a quantidade de episódios que ainda tem pra assistir. Achei esse link aqui, mas não testei nada, então não garanto que funcione — mas assistam para gente poder ter algo para pitacar e, como foi com a A, tentarmos adivinhar quem é o terrorista de Quantico (quem quiser comentar aqui também sobre o quão badass a Alex é, pode ficar a vontade. Minha girl crush da vez #queroserassimquandocrescer #girlpower #motivação).
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